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Durante uma tourada, o matador Álvaro Munero fez o impensável!...
Enquanto a multidão aplaudia, querendo o próximo movimento dramático, ele abruptamente afastou-se do touro, caminhou até a beira da arena sentou-se e, com a multidão rugindo…caiu em silêncio, atordoado!
Numa pós-entrevista que veio do seu coração, Álvaro partilhou este momento que alterou a sua vida que levou à sua decisão:
"Num momento esqueci a existência dos chifres. Tudo o que conseguia ver era os olhos dele, ali parados, não com raiva, mas com algo muito mais profundo e inocente.
O touro não estava a atacar-me, estava apenas a olhar para mim, a implorar sem palavras pela sua vida. Foi aí que me veio à cabeça que este não é um animal que estou a lutar; isto é uma coisa viva que queria viver tanto quanto eu."
Os seus olhos tinham aquela pureza que só os animais possuem, e neles, eu vi essa verdade inegável. Senti uma onda avassaladora de culpa; foi como se me tivesse tornado na criatura mais vil, sem coração.
Não podia continuar! Larguei a minha espada, saí da arena e fiz uma promessa a mim mesmo: não lutaria mais contra touros; lutaria contra um mundo que faz um jogo da tortura dos outros por diversão.
A história de Álvaro Munero é um olhar raro e poderoso sobre a força transformadora da compaixão, mesmo nos lugares mais improváveis.
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