terça-feira, 8 de maio de 2018

A CONQUISTA DO OESTE AMERICANO Nº.36


MILITARES
“VELHO OESTE”


WILLIAM B.TRAVIS – 1809 – 1836

William Barret Travis, filho de Mark e Jemima Travis, nasceu em 9 de Agosto de 1809 no condado de Saluda, na Carolina do Sul e faleceu em 6 de Março de 1836.
Exerceu advocacia e foi Tenente Coronel com apenas 26 anos, tendo comandado as forças militares da República do Texas e acabando por falecer na batalha de Álamo contra o México.  
Em 1818, ele e a sua família deslocaram-se para Sparta no condado de Conecuh, no Alabama, onde Travis recebeu a instrução escolar. Mais tarde matriculou-se nos arredores de Claiborne e, como bom aluno, chegou a trabalhar como assistente do seu professor.
ROSANNA CATO
Em 1828 foi nomeado delegado e, nesse mesmo ano casou com uma colega de estudos, de dezasseis anos de idade, chamada Rosanna Cato, em 26 de Outubro. Permaneceram em Claiborne até ao nascimento do seu primeiro filho, Charles Edward.
CASA DE TRAVIS E ROSANNA 
Travis, para assegurar o sustento da família tornou-se redator do jornal de Claiborne Herald. Associou-se à Maçonaria e, como maçónico, alistou-se na Milícia de Alabama no 26º. Regimento, Oitava Brigada da 4ª. Divisão.
Por razões desconhecidas, Travis seguiu caminho para o Texas nos princípios de 1831 deixando a esposa grávida duma futura menina e, o seu filho Edward. Travis e Rosanna acabariam por se divorciarem na Comarca Judicial de Marion a 9 de Janeiro de 1836. Os seus filhos ficaram sob os cuidados de um amigo de Travis, David Ayres, até ao provável regresso de seu pai, no após guerra.
Rosanna casou em segundas núpcias com Samuel G. Cloud na cidade de Monroeville, Alabama, em 14 de Fevereiro de 1836 e, posteriormente, em 1843, viria a casar-se novamente com David Y. Portis, no Texas, onde ambos acabaram por falecer com a febre-amarela.
Em Maio de 1831, Travis chegou ao Texas, território sob o domínio Mexicano. Comprou no Norte do Estado uma parcela de terreno a Stephen F. Austin, e dedicou-se à advocacia no povoado de Anahuac onde desempenhou como principal papel, o acender atritos entre os colonizadores americanos e o governo mexicano. Tornou-se mesmo num líder do grupo “War Party”, associação de militantes opositores às leis mexicanas. Foi a figura principal nos distúrbios de Anahuac e que impulsionou o caminho para a guerra.
A Revolução do Texas deu início em Outubro
FORTE ÁLAMO 

de 1835 com a batalha de Gonzales. Travis participou no cerco de Bexar, em Novembro desse ano. Em 19 de Dezembro foi promovido a Tenente Coronel da Legião de Cavalaria e tomou o cargo de chefe de recrutamento do exército Texano.
Esta força consistiu num conjunto de 384 recrutas e oficiais, divididos em seis Companhias.
GOV. HENRY SMITH   
Apesar do seu posto e cargo, Travis tinha como obrigação principal recrutar homens que pudessem servir sob o seu comando, o que viria a ser extremamente difícil devido à recusa dos colonos americanos em desejarem ser alistados nas fileiras das Milícias. Confissão que Travis acabaria por citar numa carta dirigida ao Governador Henry Smith.
Smith ordenou a Travis para formar uma Companhia a fim de reforçar a posição dos Texanos na Missão de Stº. António, em Álamo. Travis pensou seriamente em desobedecer às suas ordens, acabando por lhe responder: “Estou deveras ansioso em defender Bexar, mas não desejava de forma alguma colocar a minha reputação em risco, partindo para o terreno do inimigo com tão poucos meios, homens e com a sua má preparação para o combate.”
A 3 de Fevereiro, Travis, chegou a Stº. António com dezoito homens para reforços. No dia 12, com a patente mais elevada, tomou o Comando da guarnição de Álamo, substituindo o Coronel James C. Neill, do exército Texano. Neil teve que partir para cuidar da sua família adoentada, mas prometeu voltar após vinte dias. Jim Bowie (1795-1836) seria o comandante dos voluntários e Travis o comandante de toda a tropa regular.

O exército mexicano, sob as ordens do ditador General António Lopez de Santa Anna, iniciou o ataque à Missão a 23 de Fevereiro de 1836.
Numa carta de poucas palavras para o alcaide de Gonzalez, Andrew Ponton, Travis escreveu: “O inimigo encontra-se à vista com um exército de grande monta…Necessitamos de homens e provisões…Enviem-nos tudo isso com urgência. Temos 150 homens nas nossas fileiras e estamos determinados à defesa de Álamo até à última.”
Travis, numa outra carta escrita para a Convenção do Texas, ditou estas palavras: “Ainda me encontro determinado a morrer na defesa deste povoado, mas os meus ossos já acusaram o meu país de negligência.”
BATALHA EM ÁLAMO

Ainda numa última carta saída de Álamo, em 3 de Março, Travis dirigiu as seguintes palavras a David Ayres, o amigo que tomou a seu cargo os seus filhos: “Cuida do meu rapazito. Se eu escapar e ganhar esta batalha, poderei ajudá-lo a ser um grande homem; caso contrário, com a derrota e morrendo, ele não terá nada em que se possa orgulhar de mim. Apenas lhe ficará no pensamento que foi filho de um homem que morreu pelo seu país.”
DAVY CROCKETT
Consta-se que três dias antes do assalto final das Forças mexicanas à Missão de Stº António (Forte de Álamo), Travis convocou os seus homens e reuniu-os na praça do Forte. Comunicou-lhes que não haveria reforços que os pudessem ajudar no combate. Assim, desembainhou a sua espada, traçou uma linha no chão térreo e clamou que quem desejasse permanecer para o combate e morrer com ele, para atravessar a marca feita com a sua espada. Quem desejasse abandonar o Forte, poderia partir sem recear a vergonha. A maioria atravessou a marca, deixando apenas dois homens antes da marca. Um dos homens, Jim Bowie, encontrava-se retido no seu leito atacado de febre tifoide, mas solicitou que o levassem para atravessar a marca desenhada por Travis. O outro, era um francês veterano das Guerras Napoleónicas chamado Moses Rose. Rose, que mais tarde confessou: “Meu Deus, eu não estava preparado para morrer.” Galgou, nessa noite, o muro do Forte e escapou-se, divulgando a história da marcação de Travis no chão com a sua espada. Este acontecimento foi contado por Rose a muita gente e durante toda a sua vida.
A 6 de Março de 1836, após 36 dias de cerco, Travis, Jim Bowie, David Crockett e James Bonham foram atacados de surpresa e morreram juntamente com outros combatentes com cerca de 188 a 250 defensores do Forte Álamo.
Os mexicanos invadiram o Forte, cercaram-no, utilizaram escadas para treparem as muralhas e desfizeram as defesas. Há notícias de que Travis morreu após o assalto com uma bala na testa enquanto defendia a ala Norte do Forte.
Joe, um escravo livre ao serviço de Travis, que esteve presente no assalto final ao Forte como não combatente, relatou mais tarde que tinha visto Travis de pé junto à muralha do Forte por onde entravam os atacantes. Viu Travis a ser baleado, viu o mesmo ainda a matar um soldado mexicano e a cair do outro lado da muralha juntamente com ele.
Foi o último registo de confiança sobre a morte de Travis.
Quando o General Santa Anna entrou no Forte pediu ao alcaide de Stº. António, Francisco A. Ruiz, para identificar os corpos dos rebeldes. Ruiz confirmou que o corpo de Travis se encontrava na Ala Norte do Forte, onde tinha tombado de vez.
Poucas horas após o combate, Santa Anna ordenou aos seus soldados para juntarem madeira para queimarem os corpos dos texanos. Por volta das cinco horas da tarde, os corpos de Travis, Crockett, Bowie e Bonham foram cremados juntamente com outros corpos de combatentes americanos.
De referir que em 24 de Fevereiro de 1836, aquando do cerco ao Forte, Travis escreveu uma carta endereçada a toda a população do Texas e a todos os americanos do Mundo: “ Compatriotas e cidadãos amigos, encontro-me cercado por mais de mil soldados mexicanos comandados por Santa Anna. Temos mantido a luta por horas a fio e ainda não perdemos nenhum homem. O inimigo pediu-nos para nos rendermos incondicionalmente. Caso contrário, a guarnição mexicana executará os adversários logo que o Forte seja tomado. Respondi-lhes com um tiro de canhão e acenámos as nossas bandeiras nas muralhas com imenso orgulho. Não nos renderemos nem bateremos em retirada. Nesta altura, em nome da liberdade e do patriotismo, peço ajuda imediata. O inimigo está a receber reforços diários, totalizando quatro mil combatentes nestes últimos dias. Estou determinado a assegurar o cerco tanto tempo quanto possível e a morrer como um soldado que não deve quebrar a sua honra para com o seu país. Vitória ou, morte. William Barret Travis – Ten-Coronel Comandante.”

Travis entregou a carta ao estafeta Albert Martin.
Incapaz de receber auxílio atempadamente à guarnição de Álamo, Travis, depois de falecer, acabou por motivar o povo Texano e a reunir forças para tornar o Texas como país independente. Travis foi considerado o herói da Revolução Texana.
CHARLES
SUSAN
Charles Edward, filho de Travis, foi criado pela sua mãe e pelo seu segundo marido. Conseguiu um lugar na legislatura do Texas em 1853. Em 1855, alistou-se no exército americano como Tenente no Regimento de Cavalaria comandada por Albert Sidney Johnston, mas acabou por ser exonerado em 1856 por conduta imprópria.
Estudou direito e conseguiu formação em 1859 na Universidade de Baylor. Morreu nesse ano com tuberculose e foi sepultado junto à sua irmã.Susan Isabella Travis, filha de Travis, nasceu em 1831 depois de Travis ter partido para o Texas. Em 1850 casou com um fazendeiro de Chapel Hill, e deste casamento nasceu uma filha. 
Até breve                                                                                   
O amigo 




sábado, 5 de maio de 2018

A CONQUISTA DO OESTE AMERICANO Nº.35




RANCHEIROS
“COWBOYS”



CHARLES GOODNIGHT – 1836 – 1929

Charles Goodnight nasceu em 5 de Março de 1836 e faleceu em 12 de Dezembro de 1929. Foi criador de gado no Oeste Americano e, talvez o mais conhecido no Texas.
Nasceu no condado de Macoupin, a Este de St. Louis, no Missouri, tendo sido o quarto filho de Charles Goodnight e de Charlotte Collier.
Goodnight viajou para o Texas em 1846 com a sua mãe e o padrasto, Hiram Daugherty.
Em 1856, alistou-se como milícia para combater as incursões dos Comanches e, em 1857, juntou-se aos Rangers do Texas, tendo-se destacado como guia e descoberto o acampamento índio onde uma rapariga branca se encontrava aprisionada, Cynthia Ann Parker.

Durante a Guerra Civil, serviu como militar nos Estados Federados Americanos tomando a acção de defender as fronteiras contra os “peles vermelhas”. No final da Guerra, regressou ao Texas tendo recolhido muito gado tresmalhado nas planícies, devido ao combate entre tropas.
Em 1866, ele e um sócio chamado Oliver Loving, conduziram a sua primeira manada pela rota de Goodnight Loving Trail. Este trilho iniciou-se no Fort Belknap, no Texas, passando por Butterfield Overland, pela parte central do Texas, margens do rio Pecos, Novo México até o Fort Sumner. Loving, continuou com os restos da manada pelo Colorado fora, até à cidade de Denver, Wyoming, percorrendo duas mil milhas. Para estas deslocações, Goodnight criou um tipo de carruagem própria para transportar utensílios de cozinha e alimentos a fim de serem cozinhados ao longo da viagem.

Quando chegaram ao Novo México, formaram sociedade com o rancheiro John Chisum, outro dos grandes criadores de gado nesta época. A carne era vendida para o exército dos E.U.A., aquartelado em Fortes pelo Velho Oeste.
Após o falecimento de Oliver Loving, Goodnight e Chisum expandiram o negócio da carne para os Estados de Colorado e Wyoming.
Em 1870, Goodnight casou com Mary Ann “Molly” Dyer, professora em Weatherford, lugar situado a Oeste do Fort Worth. Ambos criaram a Academia Goodnight para a educação primária de centenas de crianças, filhos de vaqueiros.
No intuito de ter sempre à sua disposição pasto suficiente, madeira, água e caça, construiu em 1876 um rancho no Texas, mais propriamente em Palo Duro Canyon, denominado como “Panhandle”. Partilhou a sociedade com um irlandês chamado de John Geoge Adair. Mais tarde, Goodnight abandonou este rancho entregando a sua parte a Tom Blasingame que o dirigiu durante setenta e três anos, tornando-se no rancheiro mais velho do Oeste Americano.

CORNELIA ADAIR
Em 1880, fundou a Panhandle Stockman´s Association procurando improvisar métodos de criação de gado e reduzir a ameaça de arruaceiros e foras-de-lei.
Após a morte do seu sócio Adair, em 1895, Goodnight continuou associado à viúva, Cornelia Wadsworth Ritchie Adair.
Em 1919 negociou as suas propriedades com um amigo prospector de petróleo, W. J. McAlister, com a condição de poder permanecer nas mesmas com a sua mulher até à morte do último.
Para além da criação de gado, Goodnight protegeu as manadas de bisontes americanos, que ainda sobrevivem na actualidade. Fez o cruzamento do bisonte com o gado doméstico resultando no que viria a ser chamado de “Cattalo”.
Depois de deixar de ser rancheiro, Goodnight envolveu-se noutras actividades, incluindo na feitura de um Colégio na cidade de Armstong, trabalhando como editor jornalístico e banqueiro, tendo ainda feito investimentos em minas de prata no Novo México.
Depois de “Molly” ter falecido em 1926, Goodnight esmoreceu. Foi tratado por uma enfermeira, jovem de 26 anos, natural de Montana, chamada de Corinne Goodnight, que se correspondia com Goodnight por partilharem o mesmo sobrenome, mesmo não sendo familiares.
Em 1927, Goodnight já com 91 anos casou com a jovem Corinne Goodnight, que por esta coincidência de sobrenome, ficou a ser conhecida por Corinne Goodnight Goodnight.
Profundamente religioso e protector da natureza, ligou-se à Igreja Apostólica e batizou-se meses antes de falecer.
No fim da sua vida ainda se interessou na feitura de filmes. Faleceu em Tucson, no Arizona, justamente antes dois anos de ter surgido o filme sonoro.
Entre outras particularidades conhecidas conta-se que quando jovem fumava cerca de cinquenta cigarros por dia, mudando para o cachimbo já na idade madura.
 Na sua última crise doentia ofereceu o seu relógio de bolso, em ouro, ao seu pastor de igreja, Ralph Blackburn. 
A sua casa, em Amarillo, foi restaurada e destinada a museu, aparentando uma construção de 1887. Era nesta casa que a esposa “Molly” ensinava as crianças na mesma divisão onde dormiam os vaqueiros, retirando e repondo o mobiliário, consoante a função do momento.
Como grandes criadores de gado, para além dele e dos seus sócios John Chisum e Oliver Loving, foram também conhecidos Robert Benjamin Masterson, Theodore Roosevelt e George Washington Littlefield.

Encontra-se sepultado junto da campa da sua primeira esposa, Mary Ann, no cemitério de Goodnight, perto da cidade de Amarillo.


Até breve                                                                                   
O amigo 



terça-feira, 1 de maio de 2018

MOXICO, GEOGRAFIA, HISTÓRIA E CULTURA.


Geografia
Moxico está centrado entre os paralelos 10° 16´ de latitude sul e 18° 24´de LongitudeEste. Com uma superfície de 233.023 km², Moxico é a maior província de Angola, ocupa cerca de 16.03% de alargamento do território nacional. Limita a nordeste com a República Democrática do congo, a leste com a Zâmbia. Une-se a norte com a província da Lunda Sul, a sul com o Kuando Kubango e a oeste com o Bié.
A sede da província é a cidade do Lwena, antiga Vila Luso. A cidade está localizada no planalto entre os rios Lwena e Lumege. Primeiramente teve o nome de Vila Luso e em Maio de 1956 foi elevada à categoria de cidade. Dista 1.314 Km de Luanda, por estrada e 1.036 Km do litoral oceânico, pelo Caminho de Ferro de Benguela.
Quanto ao Relevo, Hidrografia e Clima, Moxico é um hinterland que se enquadra no vasto planalto africano, de relevo homogéneo, na sua generalidade. A província situa-se numa zona com altitudes que oscilam entre 1200 e 1400 m (excepto no maciço de Alto Zambeze onde chega aos 1800m, sendo a zona mais elevada). É uma região drenada por três bacias hidrográficas: a do Zambeze no centro leste, a de Kubango no sul e a do Zaire no Norte. Importantes cursos de água atravessam a província em toda a sua extensão: Zambeze, Luena, Lungué-Bungo, Cassai, Chicaluege, Loio, Luanguinga e Kuango. As Bacias hidrográficas constituem um manancial ímpar de recursos hídricos. Existem na província Anharas, vulgarmente designadas por chanas do Leste, inundadas anualmente na estação chuvosa.
Clima é tropical de altitude, com uma temperatura média anual de 21°C (uma máxima de 35°C e uma minima de 2,7°C) e 1145 mm de precipitação anual, distribuída essencialmente de Dezembro a Março.

Fauna e Flora
A fauna e a flora da região são ricas e variadas. A fauna é abundante, sobretudo na parte norte, onde o Parque Nacional da Cameia, com uma área de 1.000.000 hectares, tem uma reserva de animais.
Aí, encontramos o Elefante, a Palanca, o Leão, o Leopardo, o Chacal, a Onça, o Antílope, o Hipopótamo, o raro Macaco azul, etc. Na parte sul, existe uma reserva de animais, na zona de Bundas. Nesta região do Moxico, encontramos dois tipos essenciais de formações vegetais: a floresta aberta (mata Panda) e a floresta densa seca (savana com arbustos e árvores).

População
Moxico é composto por uma diversidade populacional, pertencente na sua maioria ao grupo étnico Cokwe (Ciokos ou Quiocos). Os diferentes grupos étnicos são: Balutxazes (Luchazes ou Luxazes), Mbundas e Ambundos, pertencentes ao grupo Bantu e falando línguas diferentes.
Um território extenso, não muito povoado mas com uma diversidade de povos que vieram habitá-lo em épocas mais remotas ou mais próximas, dada a riqueza em caça, em pesca, em zonas para agricultura. A história e as tradições orais registam lutas entre eles e entre poderes políticos mais centralizados (como os ligados ao império Lunda) ou mais dispersos (os Luchazes e os Mbunda, por exemplo, incluídos na genérica designação de “Nganguela”), mesmo antes de o tráfico de escravos (aqui introduzido por vizinhos mais próximos do Atlântico) vir agravar conflitos. A provincia do Moxico é vasta, com diversos povos, línguas e culturas. Se os Cokwes e os Luvale (Lwena) se tornaram os mais estudados no período colonial, não significa que os restantes não tenham uma história igualmente interessante e cujo estudo é importante fazer.

COKWE
Embora actualmente se fale de Mwatxissengue como “chefe dos COKWE”, outros chefes foram igualmente importantes no passado. Os viajantes europeus dos fins do século XIX identificavam como igualmente importantes Ndumbo wa Tembwe (Dumbo-a-Tembo, principal chefe Cokwe na época, no Ciboko) Mwa Muxiku (Mussaico ou Kinyama, em terras onde se instalou a colónia que deu origem à cidade do Luena) e Mwa Cissengue wa Tembwe (conhecido dos viajantes europeus como Quissengue) que na tradição é visto como “sobrinho” de Ndumbo, e que acabou por fixar-se no Itengo, próximo de Saurimo, hoje Lunda-Sul.
Os Cokwe têm remota origem em terras do que veio a ser o centro do império Lunda, no actual Congo-Kinshassa, sendo formados pelos grupos que partiram, para não se sujeitarem à centralização do poder Lunda. Segundo as Tradições, por não aceitarem o poder de Tximbinda yLunga, o caçador Luba com que Lueji casará e a quem cedia o poder, para descontentamento dos irmãos Kinguri e Kinyama que, com outros chefes, se dirigiram então para o ocidente. Destas migrações são originários muitos povos (as elites governantes dos vários “reinos”) não só do leste de Angola, mas também de Kassanje e alguns do planalto central.
Vivendo nas matas do Ciboko, a expansão dos Cokwe no século XIX esteve ligada ao florescimento do comércio do marfim, dado o aumento da procura do marfim nos mercados europeus e americanos. A comercialização em larga escala das armas de fogo no interior da África foi a sentença de morte que se bateu sobre milhares e milhares de elefantes. Também em Angola isso aconteceu. Os que os caçavam partiam para lugares cada vez mais distantes a buscá-los, e assim os Cokwe caçadores especializados, artesãos e ferreiros exímios, a partir dos anos 1830-1840 dedicaram-se activamente à caça ao elefante; apenas despendiam do exterior para a pólvora, pois rapidamente aprenderam a reparar e produzir as armas de fogo (com excepção do cano) que inicialmente importavam do litoral, pela mão dos Ovimbundu, entre outros. Eram armas de qualidade inferior, espingardas e pederneira, mas muito eficientes quando comparadas com as armas africanas tradicionais. Facilmente convertidas em armas de guerra se necessário. E os cokwe acabaram por desafiar o poder dos Lundas, aproveitando as crises do império. Quando o comércio do marfim cedeu o lugar ao da borracha ,também nele os Cokwe se envolveram e consolidaram a sua expansão para terras do actual Kuando Kubango. Mas a organização política dos Cokwe continuou a ser bastante descentralizada e a ocupação europeia fragmentou ainda mais a sua estrutura político-social. No entanto, as misturas entre Lundas e Cokwe foram frequentes e explicam que no período colonial tenham acabado por ser “classificados” num grupo “Lunda-Cokwe”. Porém, se politicamente eram diferentes dos Lunda, também linguisticamente é visível a distância entre Cokwe e Lunda e a proximidade Cokwe com outros povos, nomeadamente: Minungu, Xinje, Lwimbi, Lwena (Luvale) Ambwela, Mbunda e Luchazes.

LUVALE
As narrativas dos Luvale acentuam as migrações a partir do foco Lunda a nordeste (Luvale é a actual designação de uma das línguas e etnias dos povos Bantu que habitam o Moxico e com raiz profunda no reino Munatianvua, ou seja, no antigo império Lunda) mas também relações que vieram ocupar. Mwela, Cokwe, LundaNdembo na tradição, Chinhama é o pilar Luvale, com seu conselheiro Kalwena e outros. Nas nascentes de um certo rio, morreu Kalwena, e esse é o rio que tem o seu nome (actual rio Luena). E o resto do grupo segui para jusante, Os Luvale conheceram o tráfico de escravos interpretando as diferentes tradições: Em parte fizeram-no a partir das investidas de traficantes Ovimbundu e da expansão dos Cokwe.
A sua zona no Alto Zambeze, era ainda instável do ponto de vista dos conflitos inter-africanos, em vésperas da conquista europeia. No Alto Zambeze muitos chefes Mbwela foram derrotados e muita gente do povo Mbwela se tornou Luvale.
Com as disputas fronteiriças entre britânicos e portugueses, a fronteira acabou por ser definida por arbitragem do rei de Itália em 1905, deixando os Luvale repartidos por Belgas, Portugueses e Britânicos em três colónias (hoje Estados) diferentes, mas que mantêm algumas cerimónias conjuntas, uma vez por ano. 
O chefe Katende Nja ficou no Congo Democratico (Congo Belga); o grande chefe Kalenge e a chefia Nyakatolo foram incluidos em Angola; as chefias de Ndungu, Chinyama Litapi eKucheka ficaram na Zâmbia (Rodésia do Noroeste).
Apesar da imposição da fronteira os Luvale não criaram outra chefia Kakenge na Zâmbia, continuando a considerar um só Kakenge, aquele cuja sede estava em Angola. E do lado Zâmbiano continuaram a informar-se sobre o lado angolano. Nos meados dos anos sessenta começaram também a ter refugiados angolanos no lado da Zâmbia.
A ignorância europeia em relação às redes de poder na região,na reogarganização de espaços de poder, é o caso dos Luvale da Zâmbia sujeitos pela administração colonial aos Lozi.
José Redinha,refere-se a cerimónias a que assistiu,em que o chefe Kakenge dos Luvale na sua povoação de Lumbala, usou o seu Mukwale (uma espécie de espada de lâmina dupla, e a nota interessante é que Mukwale da chefia principal dos Luvale, Nyakatolo, foi oferecido solenemente ao museu de Antropologia pela própria Rainha Nyakatolo Cissengo, falecida em 1992.Além disso,as rainhas Luvale usam a Chimbangula (coroa Lunda) e o Lucano (Bracelete de tendões).
Ainda sobre a chefia Nyakatolo, a mais importante do saliente do Cazombo e dos Luvale em geral: NGAMBO NYA MIMBUNGO NYAKATOLO, faleceu em 1914, “ano em que os portugueses invadiram a sede do soba Mbumba em Lumbaji”. Os chefes reunidos em Conclave, após os três meses de luto, indicaram para sucessora a sua neta KUTEMBA, filha de NYA MUSSULU CHILOMBO, que governou aproximadamente até 1956.
Como maridos de NYAKATOLO KUTEMBA,SAKATOLO, LIVELE LIWAMBI, JA STIVINI, SACHISSENGO KAMONGA, este o pai da filha NYAULEMBE CHISSENGO, que veio a suceder na chefia, com o nome de NYAKATOLO CHISSENGO.NYAKATOLO KUTEMBA, faleceu em maio de 1956 e jaz no cemitério de Chissamba, no Kazombo (Cazombo), tal como a sua filha falecida a 22 de julho de 1992, e outros chefes .
NYAULEMBE CHISSENGO, a nova NYAKATOLO com o nome de NYAKATOLO CHISSENGO, cuja investidura foi a 27 de janeiro de 1957, em Kavungu, viu a independência de Angola e viveu em boas relações com o governo até ao seu desaparecimento físico.
Foram cônjuges da Rainha: KAMUKHINYA (de quem teve filhos CHIPOYA KAYOMBO e KAUMBA MAYOKHO), FULIPU MUKUMA, MUKOSSAI LUKUNGA, XIMIXI KAYOMBO, ALBE SAPILINHA.
Quanto à língua, durante a migração, todos falavam Lunda. Mas quando Chinhama e seu povo chegaram ao sul do Zambeze encontraram, os MBWELA, oriundos do leste, dando-lhe forma própria e específica: O LUVALE.

MBUNDA 
Na área centro-meridional do Moxico, estendendo-se desde a fronteira da Zâmbia (Barotseland, terra dos Lozi) até cerca de 240 km para o ocidente. Com uma paisagem de savanas pobres e matas pouco densas, solos revelando já a proximidade do Kalahari, a zona é muito pouco povoada. Os Mbunda foram incluídos da designação genética de NGANGUELA. No seu caso, o chefe mais destacado foi MWENE BANDO que segundo Ferreira Dinis reporta em 1918, exercia essas funções “há cerca de 20 anos e é uma das poucas autoridades que conseguiu conservar intacto o poder e o prestígio entre os seus subordinados.A sua residência é nas margens do LUATI.”.
O militar português João Almeida em 1909 estabelecera uma série de fortins até aos confins do MUCUSSO, mas isso não significou posterior ocupação em grau significativo. Nos anos 30 finalmente começou uma tentativa de maior ocupação administrativa, sentida sobretudo na região pela obrigação de trabalhos para administração e pela cobrança do imposto indígena.
No censo de 1960, pouco mais de 10% da população da “circunscrição dos Bundas” é dada como cristã, mostrando a pouca influência missionaria, a par da pouca presença económica e administrativa portuguesa.
Com a guerra colonial, muitos refugiaram-se na Zâmbia, muitas aldeias mudaram de sitios, saindo de perto dos rios para dentro das matas, outros foram apanhados para se concentrarem nas “sanzalas da paz ”controladas pelo exercito português, outros juntaram-se às forças da guerrilha. Depois da independência, a zona também pouco tempo teve de paz.

Actividade económica
No passado, o Moxico desempenhou um importante papel no tráfico de escravos e no ciclo da cera da borracha. Caravanas oriundas das mais recônditas regiões do leste rumavam a Benguela, carregadas de cera, borracha e marfim, produtos então estratégicos na economia angolana. Algumas localidades desta província como: Kavungu, kangamba, Lukusse, Muxico Velho, Kangumbe, etc…foram importantes centros mercantis destes produtos, sendo hoje apenas marcos nostálgicos daquela época já distante. 
Agricultura e Pesca-Na sua maioria, as populações do Moxico dedicava-se à pesca , à caça ao comércio e ainda à agricultura. Os principais produtos a que mais se dedicam são: Mandioca, Arroz, Jinguba, Milho, Gergelim, Feijão, etc. A criação de Gado Bovino é também outro recurso para a população do Moxico.
Principais riquezas do solo e subsolo-o potencial de recursos minerais da província é economicamente importante. Os seguintes recursos naturais encontram-se no subsolo do Moxico: Diamantes, Cobre, Ferro,etc.

terça-feira, 3 de abril de 2018

MULEMBA - A ÁRVORE REAL ANGOLANA

Mulemba em Catabola

A Mulemba é uma figueira angolana da família das Moráceas, a sua seiva é leitosa de tom rosado, muito viscosa é usada para apanhar pássaros.
Apresenta um porte elevado chegando a atingir os 15 - 20 metros de altura, a sua copa é volumosa e muito ramificada, sendo muito apreciada pela sua sombra, as suas flores são pequenas amarelas ou vermelhas e os seus frutos muito apreciados pelos pássaros.
Mulemba em Viriambundo

A Mulemba é a Árvore Real Angolana, a sua dimensão relembra a todos que por ali passam que aquela é Terra Sagrada, Terra dos mais velhos e dos espíritos ancestrais, ali se reuniam os Sobas e reis, por baixo da sua sombra, para resolverem as suas "makas" (problemas).

terça-feira, 27 de março de 2018

A CONQUISTA DO OESTE AMERICANO Nº.34



BANDIDOS


BUTCH CASSIDY – 1866 – 1908

Butch Cassidy, nasceu a 13 de Abril de 1866, na cidade de Beaver, no Estado de Utah, filho de Maximilliam Parker e de Ann Campbell Gillies, emigrantes britânicos pertencentes à religião Mórmom, chegados a Salt Lake City, em 1856. Butch foi o primeiro de mais doze irmãos. Faleceu em 3 de Novembro de 1908, com 42 anos, em S. Vicente, na Bolívia.
Tornou-se um assaltante de comboios e de Bancos, e liderou as quadrilhas “Hole”, “Wall Gang”, “Wild Bunch”, entre outras.
Nasceu com o nome e apelido de Robert LeRoy Parker. Ainda jovem adoptou o pseudónimo de Butch Cassidy, em homenagem ao velho salteador – Mike Cassidy, que o ensinara a roubar gado.
Por volta do ano de 1880, Butch com 14 anos entrou numa loja de roupas, levou um par de jeans e, deixou o recado que pagaria na próxima visita. Foi acusado e absolvido.
Até 1884, trabalhou em diversos ranchos, até que por fim se deslocou para Telluride, no Colorado, na procura de compradores para cavalos roubados.
Antes de 1887, teve como actividade a de cowboy, em Wyoming, Montana. Nesta cidade conheceu Mathew Warner, criador de cavalos de corrida.
Em 1889, Butch e mais três sócios assaltaram o Banco em S. Miguel Valley, Telluride, fugindo para Robbers Roost no Sudeste do Utah.
Em 1890, comprou um rancho em Dubois, Wyoming, local próximo do famoso “Hole-in-the-Wall”, formação rochosa que possibilitava protecção e servia de esconderijo para as actividades clandestinas. Sempre que os constituintes da quadrilha “Wild Bunch” se separavam após um assalto, reuniam-se mais tarde num local pré-determinado, tal como o esconderijo “Hole-in-the-Wall”, “Robbers Roost” ou, “o bordel de “Madame Fannie”, em S. António, Texas.

Em 1894, Parker (Butch Cassidy), envolveu-se romanticamente com uma rancheira fora da lei chamada Ann Bassett. O seu pai, o rancheiro Herb Bassett, entrou em negócios com Parker como fornecedor de carne de vaca e cavalo. Neste ano, Parker foi preso em Lander, Wyoming, por roubo de cavalos. Cumpriu 18 meses de prisão em Laramie, e foi libertado em Janeiro de 1896.

Neste ano associou-se a um círculo de criminosos composto por Elzy Lay, Harvey “Kid Curry” Logan, Ben Kilpatrick, Harry Tracy, Will “News” Carver, Laura Bullion e George Curry. Formando o bando “Wild Bunch”. Elzy Lay, acabaria por ter sido o seu melhor amigo com quem assaltou Bancos, comboios, carruagens pagadoras, cavalos e gado.

SUNDANCE KID E ETTA PLACE
A 13 de Agosto, Parker, juntamente com Lay, Kid Curry e um outro desconhecido, assaltaram o Banco em Montpelier, no Estado de Idaho. Foi nesta ocasião que recrutaram para a quadrilha o conhecido “The Sundance Kid” (Harry Longabaugh), oriundo da Pennsylvania – a dupla que se tornou lendária. Isto, após a prisão de Elzy Lay, o seu grande amigo. Afirma-se que, embora fosse assaltante e usasse arma, nunca matou pessoa alguma. 
Em 1897, Parker juntou-se ao grupo de “Robbers Roost” e, emboscados na pequena cidade mineira de Castle Gate, roubaram um saco carregado de ouro.
Em 1899, volta a actuar num roubo na Union Pacific, Companhia de caminhos-de-ferro, perto de Wilcox, Wyoming. Este assalto foi muito badalado porquanto, houve uma caça ao homem bastante intensa. No tiroteio que se seguiu com os homens da lei, Kid Curry e George Curry mataram o xerife Joe Hazen. Siringo, ficou encarregado de localizar o bando criminoso.
Em Julho, assaltaram mais um comboio perto de Folson, no Novo México. Neste assalto, Lay, amigo de Parker, matou o xerife Edward Farr e o detective Henry Love. O grupo assaltante “Wild Bunch”, após o assalto, separou-se. Reuniram mais tarde em Hole-in-the-wall nos arredores de “Robbers Roost”.

Em 1900, Parker, Longabaugh e outros membros do grupo assaltaram mais um outro comboio da Union Pacific, perto de Tripton, Wyoming. Neste ano, prenderam o irmão de Kid Curry (Lonny Curry) em casa do seu tio. Kid Curry e Bill Carver foram perseguidos pela milícia de St. Johns, Arizona.  Em Abril, George Curry foi morto pelo xerife John Tyler e pelo Deputado Sam Jenkins. No mês seguinte, Kid Curry (irmão de George e Lonny) cavalgou até Moab, no Utah, e assassinou Tyler e Jenkins, vingando a morte dos irmãos.
Parker, Longabaugh e Bill Carver deslocaram-se para Winnemucca, no Nevada, onde acometeram novo assalto ao First National Bank.
Kid Curry reagrupou o bando e conjuntamente com Parker e Longabaugh assaltaram mais um comboio da Union Pacific, em Wagner, Montana.
Curry, apesar de ser perseguido pelos detectives da Agência Pinkerton, regressou a Montana onde matou o rancheiro James Winters, responsável pela morte do seu irmão Johnny, anos atrás.
Em 1901, Parker e Longabaugh deslocaram-se para Nova York, e daqui para Buenos Aires, na Argentina. Com eles seguiu a namorada professora de Longabaugh (Sundance Kid), Etta Place.
Usando nomes falsos e vestidos com requintada elegância, hospedaram-se no melhor Hotel da cidade e depositaram cerca de 12 mil dólares na filial portenha do Banco de Londres (dinheiro oriundo do assalto a comboio, nos Estados Unidos). Tidos na conta de refinados cavalheiros, chegaram a fazer amizade com o vice-cônsul norte americano, George Newbery, e compraram uma fazenda na província de Chubut.
Entre 1902 e 1905, levaram uma vida confortável, na condição de fazendeiros, mas quando acabou o dinheiro que haviam trazido, só lhes restou retornar à única profissão em que eram mestres: a de ladrões.
                                           RANCHO DE CHOLILA E BANCO DE LA NACIÓN                                                           

Em 1905, Parker e Longabaugh assaltaram o Banco de Tarapacá Y Argentino, em Rio Gallegos, Santa Cruz, perto do Estreito de Magalhães. Em Maio, o bando vendeu o seu rancho na América do Sul (Cholila), receando serem capturados. A Agência Pinkerton sabia da sua localização. Frank Dimaio, um agente da lei foi encarregado para os prender. Secretamente, os bandidos foram informados da sua procura, e conseguiram escapar-se.
Seguiram para o Chile, mas no final do ano, regressaram à Argentina. A 19 de Dezembro, Parker, Longabaugh, Place e um outro desconhecido, tomaram parte noutro assalto a Banco de la Nación, em Villa Mercedes, Província de San Luís, a oeste de Buenos Aires. Perseguidos, conseguiram mais uma vez fugir ilesos para o Chile através das Pampas e dos Andes. 
Em 1907, Etta, namorada de Sundance Kid, doente, voltou para sua casa nos Estados Unidos, enquanto seus companheiros permaneceram na América do Sul, assaltando comboios, minas e Bancos na Bolívia, Peru e Chile, sempre perseguidos pelos policiais desses países.
Até que, em 1908, próximo a San Vicente, na Bolívia, Butch e Sundance foram acusados por soldados bolivianos, e liquidados com rajadas de metralhadora. 
 

 Até breve                                                                                   
O amigo