terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

O INFANTE D. PEDRO – O ÍNCLITO INFANTE


Filho de D. João I e D. Filipa de Lencastre, o infante D. Pedro viajou pela Europa, tendo uma cultura vasta para o seu tempo (conhecedor de literatura clássica, a sua divisa – “Desir”– seria sinónimo de “vontade” ou "desejo"). Foi duque de Coimbra e casou com D. Isabel, catalã, filha dos condes de Urgel, com quem teve 7 filhos. 

Em consequência da morte do rei D. Duarte I, seu irmão, o infante D. Pedro viria a ser nomeado pelas Cortes de 1439 como regente de Portugal, durante a menoridade de D. Afonso V. Ao longo desta época as obras no Mosteiro da Batalha tomavam a direcção de Martim Vasques (Huguet em 1438).



Após anos de governação do reino, D. Pedro seria afastado da corte em 1448. Este afastamento ter-se-á devido sobretudo à influência do primeiro Duque de Bragança – D. Afonso, filho bastardo de D. João I – que empreendeu uma campanha de intrigas contra D. Pedro junto do jovem rei, que cedeu a essas conspirações, acabando por enfrentar o próprio tio a 20 de Maio de 1449, junto da ribeira de Alfarrobeira (Vila Franca de Xira), batalha onde o duque de Coimbra foi morto.

Abalada pela tragédia no seio da sua família, a irmã do infante D. Pedro, D Isabel, duquesa da Borgonha, iria acolher três dos seus sobrinhos órfãos, educá-los e promovê-los a posições de destaque internacional. D. Isabel intercedeu ainda junto do seu sobrinho – o rei D. Afonso V – pela reparação da memória do falecido irmão, o que passou, inclusive, pela concessão de uma sepultura na Capela do Fundador, panteão régio do Mosteiro da Batalha, condigna com a figura do ínclito infante 

(É visível na imagem anexa a esta publicação o túmulo de D. Pedro, com os seus símbolos heráldicos e os da sua esposa, D. Isabel de Urgel).


Nota: Preparo de texto feito por V. Oliveira 

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