Nasceu a 1 de Fevereiro de 1933 em Mogadouro, Trás-os-Montes.
Em 1951 partiu para Moçambique. Aprendeu a selva, o rio, a montanha, o vento e o silêncio da noite africana — como poucos brancos alguma vez aprenderiam.
Foi caçador
profissional durante anos. Quando a guerra chegou, em 1964, tornou-se uma coisa
diferente.
Tornou-se uma lenda.
Durante todo o tempo
que actuou no Niassa, sofreu apenas 3 baixas. A Frelimo chegou a colocar um
prémio avultado sobre a sua cabeça. Chamavam-lhe o “Diabo Branco”.
Portugal condecorou-o
com duas Cruzes de Guerra e uma Medalha de Serviços Distintos — sem que sequer
fosse militar de carreira.
Depois do 25 de Abril e da independência de Moçambique, recusou parar e, com 41 anos, alistou-se no Batalhão 32 “Búfalos” do Exército Sul-Africano — aceitando as divisas de simples Sargento.
Foi o primeiro estrangeiro a receber a Cruz de Honra da África do Sul — a mais alta condecoração militar daquele país.
Morreu a 23 de Agosto de 1976, em Angola — quando foi socorrer um dos seus homens ferido e a sua viatura rebentou uma mina. Ficou preso debaixo do veículo. Os seus camaradas tentaram libertá-lo — era demasiado pesado.
O comandante Jan Breytenbach escreveu que Daniel Roxo acendeu um cigarro, fumou-o calmamente até ao fim — e então morreu. Sem um gemido. Sem uma queixa.
Está sepultado em Pretória.
Portugal ainda não lhe fez a homenagem que merece.
E, Mogadouro ainda não ergueu uma estátua ao seu filho mais ilustre.
Nota:
Compilação e arranjo feito por V. Oliveira




Sem comentários:
Enviar um comentário