terça-feira, 13 de outubro de 2026
O ROUBO DOS BURROS - TORRE DE DONA CHAMA
terça-feira, 29 de setembro de 2026
FRANCISCO DANIEL ROXO CAÇADOR, GUERREIRO, LENDA.
Nasceu a 1 de Fevereiro de 1933 em Mogadouro, Trás-os-Montes.
Em 1951 partiu para Moçambique. Aprendeu a selva, o rio, a montanha, o vento e o silêncio da noite africana — como poucos brancos alguma vez aprenderiam.
Foi caçador
profissional durante anos. Quando a guerra chegou, em 1964, tornou-se uma coisa
diferente.
Tornou-se uma lenda.
Durante todo o tempo
que actuou no Niassa, sofreu apenas 3 baixas. A Frelimo chegou a colocar um
prémio avultado sobre a sua cabeça. Chamavam-lhe o “Diabo Branco”.
Portugal condecorou-o
com duas Cruzes de Guerra e uma Medalha de Serviços Distintos — sem que sequer
fosse militar de carreira.
Depois do 25 de Abril e da independência de Moçambique, recusou parar e, com 41 anos, alistou-se no Batalhão 32 “Búfalos” do Exército Sul-Africano — aceitando as divisas de simples Sargento.
Foi o primeiro estrangeiro a receber a Cruz de Honra da África do Sul — a mais alta condecoração militar daquele país.
Morreu a 23 de Agosto de 1976, em Angola — quando foi socorrer um dos seus homens ferido e a sua viatura rebentou uma mina. Ficou preso debaixo do veículo. Os seus camaradas tentaram libertá-lo — era demasiado pesado.
O comandante Jan Breytenbach escreveu que Daniel Roxo acendeu um cigarro, fumou-o calmamente até ao fim — e então morreu. Sem um gemido. Sem uma queixa.
Está sepultado em Pretória.
Portugal ainda não lhe fez a homenagem que merece.
E, Mogadouro ainda não ergueu uma estátua ao seu filho mais ilustre.
Nota:
Compilação e arranjo feito por V. Oliveira
terça-feira, 15 de setembro de 2026
CUCUFATE
No coração do Alentejo, em Vila de Frades, Portugal, encontram-se as impressionantes ruínas da vila romana de São Cucufate, um testemunho da grandiosidade e sofisticação da civilização romana no século IV d.C.
Este complexo rural foi originalmente construído no século I, mas atingiu seu esplendor no século IV, com uma estrutura imponente que incluía um palácio, áreas de armazenamento e termas. Os seus habitantes eram membros da elite romana, que administravam vastas terras dedicadas à agricultura e à produção de vinho.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
PRESENÇA DOS BÓERES NO SUL DE ANGOLA
terça-feira, 18 de agosto de 2026
AS CAMADAS DA TERRA ESTRUTURA INTERNA DO NOSSO PLANETA
Sob os nossos pés existe um universo invisível
A Terra parece sólida
e silenciosa na superfície, mas no seu interior existe uma estrutura colossal
formada por camadas gigantescas de rocha, metal e calor extremo. Tudo o que
conhecemos, oceanos, cidades, florestas e montanhas, repousa sobre uma fina película
comparada ao tamanho real do planeta.
Já sob os oceanos existe a Crosta Oceânica, mais fina e densa, formada por rochas basálticas, com espessura média entre 5 e 10 km.
Mesmo sendo a parte
mais superficial do planeta, essa “casca” representa menos de 1% do volume
total da Terra.

É composto principalmente por silicatos ricos em magnésio e ferro. Lentamente, essas rochas se deformam e se movimentam ao longo de milhões de anos.
Dentro do manto está
uma das regiões mais fascinantes da Terra: a Astenosfera. Essa camada
parcialmente pastosa encontra-se aproximadamente entre 100 e 660 km de
profundidade. É nela que ocorrem as correntes de convecção que movem lentamente
as placas tectónicas.
Os continentes
literalmente “flutuam” sobre essa região, deslocando-se poucos centímetros por
ano. Foi esse movimento que separou continentes inteiros ao longo da história
do planeta.
A pressão aqui é tão intensa que as rochas assumem comportamentos completamente diferentes dos observados na superfície. Essa camada representa a maior parte do volume interno da Terra e funciona como um gigantesco reservatório de calor.
Diferente das camadas anteriores, é formado principalmente por ferro e níquel líquidos. Esse oceano metálico em constante movimento gera o campo magnético da Terra, o escudo invisível que protege o planeta contra partículas solares e radiações perigosas vindas do espaço.
E no centro absoluto da Terra encontra-se o Núcleo Interno, uma esfera sólida de ferro e níquel situado entre 5.150 km e 6.371 km de profundidade.
Mesmo com temperaturas
que podem ultrapassar 5.000 °C, semelhantes às da superfície do Sol, a pressão
é tão extrema que o material permanece sólido. Cientistas acreditam que essa
região cresça lentamente há bilhões de anos à medida que o planeta esfria.
Outra descoberta surpreendente é que sabemos mais sobre a superfície da Lua e de Marte do que sobre o interior profundo da Terra. Tudo o que conhecemos das camadas internas foi descoberto principalmente através da análise das ondas sísmicas geradas pelos terramotos, que atravessam o planeta de formas diferentes conforme o material encontrado.
A Terra não é apenas um planeta. É uma máquina viva, gigantesca e dinâmica, funcionando silenciosamente há cerca de 4,5 bilhões de anos.
Sob os nossos pés
existe um mundo ardente e misterioso que continua a guardar segredos que talvez
a humanidade ainda leve séculos para compreender completamente.
Nota:
Compilação e arranjo feito por V. Oliveira
terça-feira, 4 de agosto de 2026
OS SAN – HABITANTES MAIS ANTIGOS DA ÁFRICA AUSTRAL
Os San, também conhecidos como Basarwa ou Khwe, são os habitantes mais antigos da África Austral.
O seu lar era o deserto do Kalahari, actualmente dividido entre Angola, África do Sul, Botswana e Namíbia.
Possuem uma cultura única e são conhecedores de muitos aspectos, desde as suas pinturas rupestres, métodos de caça, habilidades de sobrevivência, conhecimento de plantas medicinais, comestíveis e tóxicas, música, dança e crenças.
Os San inclinam depois de ajoelhados os ouvidos ao chão e conseguem determinar se a pessoa que vem e ainda não foi vista se é grávida ou uma pessoa em estado normal. É muita sabedoria!...
Antigos indígenas sul-africanos descobriram fósseis antes da ciência e podem ter adorado criaturas extintas
Um painel
rupestre pintado pelos San há 200 anos retratam um animal extinto há milhões de
anos, o que sugere a existência de conhecimento paleontológico que foi
incorporado na crença deste povo.
Nota: Composição cativa da fonte “África Greatness”, por V. Oliveira





















