A Ilha do Corvo, nos Açores, foi descoberta (ou potencialmente redescoberta), pelos Portugueses por volta do ano de 1452.
Quando os portugueses lá chegaram não encontraram vivalma na ilha, e supuseram, de uma forma muito natural, que nunca ninguém lá tivesse vivido. Até que, com o passar dos anos, foi encontrada uma estátua no local.
Damião de Góis nunca a viu na primeira pessoa, mas dá-nos alguma informação sobre ela:
Representava um homem a cavalo, com o cabelo descoberto, e que, com o indicador direito, apontava para oeste. Por baixo da estátua estava uma inscrição, já muito apagada, em caracteres que não eram latinos e que ninguém conseguiu compreender.
A estátua, e a respectiva base, estavam colocadas num local de muito difícil acesso, só tornado acessível ao fazer descer homens com cordas para o local.
O Rei Dom Manuel (monarca entre 1495 e 1521) mandou fazer uma imagem da estátua. Posteriormente, o mesmo rei mandou também removê-la do local, presumivelmente para a trazer para Portugal, mas ela já estava muito danificada e partiu-se em muitos pedaços. Os seus restos foram trazidos para o país, entregues ao rei, e após esse momento desapareceram da história.
A acreditar no que foi reportado no século XVI, já alguém teria passado pela ilha antes da sua (re)descoberta pelos Portugueses em 1452 e até sentido a necessidade de deixar um vestígio da sua presença no local!...
Nota: Pesquisa em “Lendas históricas e tradicionais portuguesas” feita por V. Oliveira



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